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Brasil: Pesquisa detecta cocaína em cinco rios do Rio de Janeiro [Traducción selectiva de SIIC]
Fundaçao Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Ciudad de Rio de Janeiro, Brasil 16 Octubre, 2026

Traducción Selectiva de SIIC
Publicamos los párrafos esenciales del texto publicado en portugués por la Agencia de Noticias Fiocruz (AFN) de Rio de Janeiro, con el fin de contribuir a la familiarización de la lengua brasilera entre los hispanohablantes de Iberoamérica y el mundo.
La Traducción Selectiva de la Sociedad Iberoamericana de Información Científica (SIIC) solo aclara en castellano y entre [corchetes] las palabras de interpretación dudosa.
Agencia Sistema de Noticias Científicas (aSNC)

Pesquisa liderada pela Fiocruz detectou a presença de cocaína em cinco rios da capital e Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Também foi encontrado o principal derivado da cocaína, chamado de benzoilecgonina, que é excretado na urina após [después] metabolização da droga no organismo dos [en el organismo de los] usuários.

As análises revelaram altos níveis de contaminação, superiores aos encontrados em estudos semelhantes em países como Bélgica, Espanha e Estados Unidos. Ensaios em laboratório apontaram [indicaron] que as {las] substâncias – nas concentrações detectadas no ambiente – têm efeitos tóxicos para organismos aquáticos.

A investigação incluiu os rios Irajá e Carioca e os canais do Cunha e do Mangue, na capital, e o Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Todos deságuam na Baía de Guanabara. 

Coordenado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o estudo foi realizado em parceria com Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). O estudo teve financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Detecção de contaminantes
Para investigar a contaminação, os cientistas realizaram coletas mensais de água nos cinco rios durante um ano, entre julho de 2022 e junho de 2023. Das 60 amostras coletadas, somente uma não apresentou cocaína. Todas foram positivas para a benzoilecgonina, principal derivado da droga.

A contaminação foi maior na estação chuvosa, de outubro a março, com pico no mês de janeiro, o que se alinha com estudos nacionais e internacionais, que apontam aumento da presença de drogas ilícitas no ambiente em períodos de férias [feriados] e festas. 

Em quase todas as amostras, a concentração de benzoilecgonina foi maior que a de cocaína, o que é compatível com a contaminação a partir de esgotos que carregam dejetos de usuários da [aguas residuales que transportan desechos d consumidores de]droga. O padrão foi inverso em apenas uma amostra, na qual a concentração de cocaína foi quatro vezes maior que a do metabólito, indicando possível descarte da droga.

Efeitos tóxicos  
O efeito das substâncias em organismos aquáticos foi avaliado por meio de ensaios em laboratório, realizados com embriões de zebrafish, um peixe amplamente utilizado em análises de ecotoxicologia. A exposição destes peixes às concentrações dos contaminantes detectadas nos rios do Rio de Janeiro causou aumento de mortalidade, deformações, alterações cardiovasculares e neurológicas, entre outros impactos.  
O efeito do metabólito foi ainda mais nocivo que o da cocaína, com danos aos peixes observados em ensaios com 13% da concentração de benzoilecgonina encontrada no ambiente. Considerando os dados observados, os autores destacam, na conclusão do artigo, a importância de incluir a cocaína e o seu metabólito em programas de monitoramento e avaliações de risco ecológico para proteger melhor os ecossistemas aquáticos em regiões altamente urbanizadas.

Tendo em vista os resultados da pesquisa, os cientistas ampliaram a investigação para 13 rios do Rio de Janeiro, em uma segunda etapa do estudo. Novas coletas foram realizadas entre dezembro de 2023 e novembro de 2024. As análises estão em andamento, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.

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